Ela
me chega ao ouvido
e desperta algo há séculos adormecido.
Minhas mãos sentem desejos de segurá-la.
Imortalizá-la no ar.
Ela me chega e meus olhos o procuram no nada.
Meu olfato o busca e seu cheiro não está no ar.
Digo seu nome e o vento o carrega.
O arrasta para os confins da lembrança.
Meu ser implora para que chegue.
Para que venha galopando num cavalo branco.
Os obstáculos... cavalo e cavaleiro a saltar.
As crinas ao vento.
O vento... o vento.
A voz que chega.
Meu corpo todo a tremer.
Estreitada em seus braços.
Tanto prazer.
Suas mãos deslizando pelos meus cabelos.
Descendo pelas costas.
Seus lábios... e a voz a repetir um nome.
Seus beijos ardentes.
Seu olhar.
Uma confusão de lençóis e mãos.
Seus beijos... seus beijos.
E a voz entrando em mim.
A voz a me dizer que os momentos não morrem.
Se eternizam...
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário