segunda-feira, 8 de julho de 2013

COMO NAQUELE TEMPO





Hoje fechei meus olhos...
E num repente me vi tão distante
Distante no tempo, no espaço
Eu me vi noutra vida
Noutro lugar
Num que guardo no peito
...
Tudo era exatamente como fora naquele tempo
Vi meu amado caminhando em direção à porta
Vi um lustre com milhares de gotículas (de cristal)
O lustre era de cristal
Eu me vi naquela sala fenomenal
...
E o vi partindo
Chorando eu permanecia encostada num móvel
As lágrimas rolavam em minha face
Era um adeus
Eu sabia que era definitivo
... e aquela casa era o meu lenitivo
Era tão bela
Havia um lindo jardim ao redor dela
...
Num instante me vi lá caminhando entre os canteiros de rosas
Vi as borboletas, os colibris
E os bem-te-vis
Meu lar que guardo n’alma se mantém intacto e me traz paz
... o meu amado?
Deve estar por aí... perambulando, buscando a felicidade
Ele havia me dito que ia atrás dela


 sonia delsin 

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