terça-feira, 2 de julho de 2013

SAIA COLORIDA



Estou vestida como uma cigana.
Nas orelhas um par de brincos extravagante.
Umas chinelas vermelhas.
Uma longa saia colorida.
Danço diante da fogueira.
As labaredas me encantam e eu canto.
Uma música morna numa madrugada fria.
Canto para o fogo e me encanto.
Jogo as chinelas para o lado e danço.
Estou só embaixo de um céu coberto de estrelas.
Penso em você.
Olho o fogo enquanto danço e sua imagem nele me deixa tonta.
Acabo por cair na areia.
Meus olhos não podem deixar de olhar o fogo ardendo.
Meu coração é uma brasa no peito.
Chora sua ausência.
Então ouço o som de um violão ao longe.
Não quero abrir os olhos.
Pode ser só uma ilusão.
Mais uma...
Não...
É você. É mesmo você.
Conheço seus passos...
e sua maneira de tocar este instrumento é única.
Abro os olhos e o vejo se aproximando.
Ajeito minha saia colorida.
Você sorri um doce sorriso.
Estende a mão e me puxa de encontro ao seu peito.
Procura meus lábios com uma sede louca e joga o violão pro lado.
Então dançamos abraçados enquanto a manhã não chega.
Você me diz no ouvido que a saudade o estava matando.
Nós nos deitamos na areia sobre minha saia rodada e o amor toma conta de tudo.
Para festejar o nosso reencontro a manhã que vêm nascendo traz cores lindas a um céu que assiste tudo.

De repente acordo com o toque do telefone na minha cabeceira.


sonia delsin 

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