terça-feira, 2 de julho de 2013

FLORES DE PAPEL



O jardim resplandecia naquela manhã de minh’alma.
As flores se balançavam com o vento.
Os colibris a voar.
Borboletas.
Era eu e o jardim dos sonhos.
Rodopiava feliz.
Todo meu ser agradecia aqueles momentos ali.
Tudo era tão belo, perfeito.
Até na solidão eu dava jeito.
Sorria para as flores de papel.
Era crepom. Papel crepom.
Meus sonhos...
Minha nudez eu cobria com pétalas de flores inventadas por minha imaginação tão fértil.
Eu girava e o mundo comigo.
Então você surgiu do nada.
Chegou me abraçando e beijando.
Meus cabelos enfeitando.
Dizendo frases que meu coração ansiava ouvir.
Você em meu mundo.
Já não importava mais que as flores eram de papel...
Elas não eram reais, nem eu era real.
Mas Deus, tudo aquilo era fenomenal!

 sonia delsin 



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