Minha mão e a
sua...
Nossas mãos!
Nossos corpos...
O silêncio
dizendo tudo que não dissemos.
Tantas palavras
eloquentes preencheram aquelas silenciosas horas.
Nossos olhos
vivendo cada palavra.
E o coração!
Tanto tempo...
Um abismo a nos
separar.
E as nos unir...
o que tempo não consegue apagar!
Este magnetismo
de duas almas predestinadas.
Predestinadas a
sempre se reencontrar.
Somos dois anjos.
Asas tortas e
quebradas; num frágil voo.
Dois anjos na
eternidade sempre a se procurar.
Sempre a buscar.
Os dois sabendo.
Os dois a busca
conhecendo.
A razão.
E o senão.
O sim e o não.
sonia delsin

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