Estou
deitada em almofadas tão fofinhas.
Não
são almofadas.
São
nuvens...
Tão
molhadinhas!
Mergulhei
num arco-íris.
Alcancei
a ponta.
O
pote de ouro.
O
tesouro.
Mentiras,
verdades.
Sinto
os respingos de um chafariz.
Coça-me
o nariz.
Meu
corpo nu a dançar a dança da loba.
Uivo
para uma lua prateada.
Não...
São
duas.
E
me pergunto.
Que
terra é esta?
Duas
luas brilhando...
Danço
freneticamente.
O
tempo me diz: dança.
E
obedeço.
Mudei
de endereço.
Perdi
a noção de mim.
De
tempo.
De
espaço.
Erro
o passo.
Disfarço.
Pra
ninguém.
Estou
só.
Me
procurando...
Me
achando.
Me
dizendo:
Então
era tão simples assim?
sonia delsin

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